Ritual matinal: um hábito que pode fazer a diferença na sua vida

Um ritual matinal pode fazer toda a diferença em como você se comporta durante o seu dia, a maneira como você trata as outras pessoas e como você se sente. Não me lembro quando comecei a adotar uma rotina pelas manhãs, mas sei exatamente como eu me sinto quando não consigo praticá-la:

  • Parece que falta algo.
  • Eu me sinto menos presente.
  • Eu não fico tão concentrada ao longo do dia.
  • Minhas ideias criativas não fluem.
  • Eu me sinto menos flexível, em todos os sentidos, tanto no corpo como nas ideias.
  • Eu me sinto mais vulnerável a reagir aos estímulos externos que não estão sob o meu controle.
  • Eu me sinto menos empática.

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Substituindo a esponja sintética pela bucha vegetal na hora de lavar louças

Toda vez que eu tinha que descartar a esponja sintética que eu usava para lavar louças eu me sentia triste, pois ficava pensando que ela seria descartada, viraria lixo e iria parar no aterro sanitário. Quando eu digo virar lixo é porque em Florianópolis, onde eu moro, até 2015 eu não conhecia nenhum ponto de entrega que recolhesse as esponjas para reciclagem e ela não é um material tão simples de ser reciclado. Naquela época eu conhecia apenas uma empresa no Brasil que fazia esse tipo de reciclagem. Talvez hoje em dia até existam outras. Continuar lendo

O que significa sucesso para você?

“Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu” – Trecho da música Trem bala de Ana Vilela

Você já parou para pensar o que significa sucesso para você? Durante muito tempo eu acreditei que a fórmula padrão de sucesso era: faça uma faculdade, faça uma pós-graduação, arranje um bom emprego, permaneça nele para o resto da vida, obtenha diversas promoções e diversos títulos ao longo dos anos. Mas desde que eu virei minha vida do avesso eu comecei a enxergar o sucesso de uma outra maneira. Se você quiser saber um pouco mais da minha história, dá uma olhadinha no post que eu escrevi para o portal Coragem para empreender.

Para mim o sucesso era medido em números de títulos, ou nos dígitos da minha conta bancária e por muitas vezes me senti uma fracassada, pois quando me mudei para Florianópolis não tinha mais uma carreira, ao invés de obter um título de doutorado resolvi dar um passo para trás e fazer um curso técnico em meio ambiente. E quanto mais eu olhava para fora e me comparava com as pessoas que tinham continuado no caminho que eu deixei para trás, mais eu me sentia mal. Via estagiários que começaram junto comigo se tornando gerentes, via pessoas mudando de empresa, conquistando outros títulos… e quanto mais eu me comparava, pior eu me sentia.

E de repente eu comecei a perceber que as pessoas que moravam na mesma cidade que eu não tinham essa visão de sucesso. Elas levavam uma vida mais simples, em contato com a natureza, e não precisavam de tantas coisas materiais ou tantos títulos para medirem o seu sucesso. E ao observar isso eu comecei a olhar para dentro e me perguntar: O que é sucesso para você, Natalie? Você realmente precisa de tanto dinheiro para se sentir bem sucedida?

E ao começar a fazer esses questionamentos eu comecei a perceber que a minha visão de sucesso não precisava ser essa visão padrão, o meu sucesso poderia ser medido de outra forma, como por exemplo: ter flexibilidade de horários; ter mais saúde; ter uma vida com mais qualidade; não precisar tomar tantos remédios; não sofrer mais de enxaquecas; ter dinheiro suficiente para fazer aquilo que gosto e que me faz feliz; ter tempo para encontrar amigos; ter tempo para participar de uma audiência pública ou um debate sobre compostagem no meio da semana, no meio da tarde; poder viajar pelo mundo e ainda assim continuar trabalhando. Ter sucesso para mim hoje em dia é estar me sentindo bem comigo mesma. É estar alinhada com a minha verdade. É ter tranquilidade e paz. É ter a felicidade de ouvir de um aluno: “Eu te agradeço por ser quem você é”. Não há nada melhor do que se conhecer e poder ser você mesma. Sem precisar seguir padrões, sem precisar provar nada para ninguém, apenas estando bem consigo mesmo.

Tomando como base a minha experiência, eu penso que é muito importante cada pessoa se perguntar isso: O que é sucesso para você? Pois as respostas serão diferentes! Sucesso para você pode ser ter uma carreira de sucesso ou se dedicar à maternidade. A sua visão de sucesso pode mudar ao longo dos anos, da mesma forma que a minha visão mudou. E aquilo que eu considero sucesso para mim, pode não ser para você. Eu acredito que independente do que a sociedade diz que é sucesso, é importante você ter a sua própria visão e estar confortável com ela. Desejo muito sucesso à você, seja ele qual for.

 

 

A capacidade humana de conexão é estimulada no evento Entre Olhares

Onde foi parar a conexão humana? Quando foi a última vez que você encarou alguém olho no olho? E se você pudesse compartilhar um minuto de contato olho no olho para descobrir…

Em 2015 o movimento social The Liberators Internationalfundado em Perth, Austrália, resolveu fazer um experimento chamado de Eye Contact Experiment em que as pessoas foram convidadas a compartilhar 1 minuto de contato visual com um estranho. O evento  aconteceu em 156 cidades em todo o mundo. O objetivo desse evento global foi demonstrar o poder da conexão humana em público, pois eles acreditam que nossa sociedade global tem sede de conexão verdadeira. Essa experiência permite que você seja a mudança que deseja ver no mundo, criando uma plataforma autêntica, amorosa e respeitosa para a conexão humana florescer em público. Quando nos sentimos conectados um com o outro, nos sentimos mais pacíficos, mais abertos e menos sozinhos. Compartilhar um minuto de contato visual permite que tudo isso flua sem a necessidade de falar o mesmo idioma.

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Encarando o desafio de moda minimalista: usar apenas 33 itens por 3 meses

Você já ouviu falar em armário-cápsula ou capsule wardrobe? Armário-cápsula é uma técnica que consiste em escolher uma quantidade limitada de peças para vestir durante um tempo determinado, sem comprar nada novo, apenas criando combinações com as peças existentes. O termo foi criado pela britânica Susie Faux na dácada de 70 e reintroduzido em 2009.

A primeira vez que ouvi esse termo foi em 2010, por causa do Projeto 333, da americana Courtney Carver, que além de escrever livros e cursos para ajudar as pessoas a serem mais com menos, ainda escreve o blog Be More with Less. Ela acredita que viver com menos cria tempo e espaço para descobrir o que realmente importa, que concentrando-se nas melhores coisas você pode criar uma vida com mais poupança e menos dívidas, mais saúde e menos estresse, mais espaço e menos coisas, mais alegria e menos obrigação. Eu também acredito e vivo isso na prática, desde que decidi mudar de vida e saí de São Paulo para morar em Florianópolis. Mas apesar de ter bastante consciência e meu consumo ser bem minimalista, eu nunca tinha feito um armário cápsula. Como estava indo viajar por três meses resolvi colocar em prática esse desafio. 

O projeto 333 é um desafio de moda minimalista que convida você a se vestir com 33 itens (ou menos) por 3 meses. Os 33 itens são uma combinação de roupas, acessórios, joias e sapatos. Os itens que não entram na lista são: anel de casamento, pijama, roupas íntimas e de ginástica. A ideia é separar esses itens no início das estações do ano, esconder todo o resto por 3 meses e ver o que acontece.

Eu estava indo viajar para o Canadá e Estados Unidos em meio à primavera e início do verão norte americano, então na minha mala tentei levar roupas que se encaixassem à essas duas estações do ano. No post abaixo eu detalhei os itens que levei:

Minha mala ficou assim: 

✅ 4 acessórios: óculos de sol, cachecol, gorro, 1 par de luvas

✅ 3 sapatos: tênis, bota impermeável, bota cano curto

✅ 6 agasalhos/camadas (casaco de chuva, casaco de frio, 2 blusas de gola, 1 blusa fleece, casaquinho)

✅ 5 calças (3 jeans, 1 legging, 1 segunda pele)

✅ 1 saia

✅ 10 blusas (5 manga comprida, 3 manga curta, 2 manga 3/4)

✅ 4 joias (3 pares de brinco + 1 colar aromático)

Armário-cápsula

Depois de um mês de experiência eu compartilhei que já havia usado todos os 33 itens, pois as roupas de verão, como saia e blusas de manga curta, eu tinha usado dentro de casa, e nos dias de muito frio eu usava praticamente os 33 itens juntos. Contei também que perdi um dos meus brincos, então na realidade fiquei com 32,5 itens! Mas isso não foi um problema, pois a Clá Bianchin fará outro brinco igual para mim. Essa é a vantagem de saber quem faz os seus brincos! Nesse primeiro mês a única mudança que eu faria seria trocar o meu casaquinho por uma outra blusa de gola, pois tinha usado bem pouco o casaquinho. Também comentei que:

Estou achando ótima a experiência pois não estou gastando quase nada de tempo pensando em que roupa vestir, estou usando minha criatividade para não ficar sempre com o mesmo visual e estou bem feliz com menos opções, pois estou usando só as roupas com que me sinto bem.

Mala de viagem com 33 itens, para passar 3 meses, incluindo tapetinho de prática de yoga.

Ao final de três meses senti falta de ter levado um boné, pois fiz muitas trilhas e achei que estaria frio na maior parte delas, e usaria o gorro, mas não foi isso que aconteceu. Também senti falta de um pijama de verão, pois no final da viagem estava fazendo bastante calor. Teve dias que a temperatura atingiu 28° C durante o dia e as casas são projetadas para manterem o calor, então dentro de casa ficava bem quentinho. Também senti falta de ter levado um shorts que eu pudesse usar com tênis, pois levei apenas uma saia que só era possível usar com bota. Também senti que tive que lavar muitas vezes as roupas e no final da viagem, que estava quente, acabava lavando roupas sem a máquina estar toda cheia, simplesmente pois não tinha mais roupas limpas para vestir. Isso eu não gostei, pois se tivesse mais roupas poderia acumular mais para lavar. Como no Canadá e Estados Unidos todos os lugares tem máquina de secar, também senti que algumas roupas minhas encolheram e algumas desbotaram/desgastaram de tanto lavar e também por eu não saber usar direito os programas das máquinas de lavar e secar. 

O que eu senti é que o ideal seria fazer esse desafio em apenas uma estação do ano, pois eu acabei pegando duas estações diferentes: primavera norte americana, que na verdade é igual ao nosso inverno no Brasil e o início do verão, que foi muito quente, mais quente do que as médias previstas para esse período. Então acabei passando calor. 

Eu achei ótimo fazer o desafio pois pude perceber que eu posso viver com menos ainda do que eu vivo e não foi algo sofrido, foi divertido. Percebi o quanto eu gosto de brincos e como no Brasil troco eles conforme a roupa que uso. Também gostei pois levei apenas as roupas que eu mais gosto e aquelas que costumo usar com frequência. Além disso, com menos opções você estimula sua criatividade, gasta menos tempo pensando o que vestir.

Algumas pessoas me perguntaram se vou continuar fazendo o desafio no Brasil. E por enquanto não vou fazer, pois não sou consumista e não tenho muitas roupas. Não irei me desfazer do que já tenho, mesmo porque para mim é um desafio comprar novas roupas, então não quero que as roupas que eu tenho estraguem logo de tanto lavar. Eu tenho roupas que uso no dia a dia há mais de 10 anos. Então penso que é preciso usar a consciência na hora de comprar novos itens. Por exemplo, dou preferência a comprar produtos fabricados no Brasil, para evitar os custos externalizados, saber de quem eu estou comprando, saber se a empresa trata bem os seus funcionários, se ela se preocupa com o meio ambiente. Se você nunca parou para pensar nisso, recomendo assistir o vídeo: A história das coisas, de Annie Leonard.

Além disso, em 2014 tomei consciência de que a maioria das roupas que eu usava era feita a partir de tecidos sintéticos, como o poliéster, ou seja, plástico. Esses tecidos sintéticos (que compõem quase 60% de toda a roupa feita na Terra) escondem um grande problema: quando são lavados, liberam minúsculos pedaços de plástico – chamados microfibras – que fluem ao bilhões pelos nossos ralos, através das estações de tratamento de água e vão poluir nossos rios, lagos e oceanos. Por exemplo, aquela camiseta de malha PET, que parece ser super ecológica, na verdade está gerando um problema muito maior no meio ambiente. Neste outro vídeo: A história das microfibras, é possível visualizar esse problema.

Por essas razões, eu dou preferência a comprar roupas feitas de algodão orgânico, produzidas no Brasil, como por exemplo a Lingerie Pink Romã e Camisetas Orgânicas. Meus acessórios são produzidos pela minha amiga Clá Bianchin. Também dou preferência a comprar itens de brechós, fazendo assim com que a roupa tenha um ciclo de vida estendido.

Se você gostou da ideia, nesse post em português tem algumas dicas de como começar a fazer o desafio. Se você achou muito radical separar apenas 33 itens, que tal escolher só as roupas que você gosta mais e esconder as outras dentro de uma mala, por exemplo? E na hora de comprar uma nova roupa, que tal começar a pensar: Eu realmente preciso desta nova roupa? Que tal olhar a etiqueta e ver do que ela é feita e onde foi fabricada? Não foi de uma hora pra outra que eu mudei os meus hábitos, eu comecei em 2010 e quanto mais eu aprendo, mais consciente vou ficando e minhas ações vão ficando cada vez mais alinhadas com os meus conhecimentos. Não quero te desesperar, só quero compartilhar a minha experiência e dizer que hoje em dia eu  me sinto muito mais com menos.