Conferência da Comissão Europeia apresenta resultado de consulta pública sobre o Livro Verde sobre os resíduos de plástico

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Lixo marinho. Foto: Tanya_Barcella

Bruxelas, 30 de setembro de 2013

Traduzido por Natalie Andreoli, Global Garbage Brasil

A Comissão Europeia (CE) apresentou as iniciativas que pretendem tomar para reduzir os resíduos de plástico. Estas incluem a proibição da deposição em aterros, fortalecer as metas de reciclagem e uma proposta que será lançada em duas semanas para limitar sacolas plásticas descartáveis.

A Seas at Risk (“Mares em Risco”, em português) saúda estes desenvolvimentos de políticas, que deverão ser concluídas antes do final do mandato da atual Comissão, em maio do próximo ano.

A União Europeia está disposta a legislar para garantir que uma mudança radical para uma economia circular ocorra, como previsto no roteiro para uma Europa eficiente em termos de recursos, e no 7° Plano de Ação Ambiental. A Comissão está empenhada em encontrar soluções para o problema do nosso alto consumo de plástico, que aumenta conforme o aumento do PIB.

Conforme disse o palestrante Helmut Maurer na conferência: “O consumo de plástico é uma doença que precisamos curar”.

Na conferência, a Comissão apresentou alguns dos resultados da consulta pública sobre o Livro Verde (Green Paper) sobre os resíduos plásticos e também dedicou atenção especial ao problema do lixo marinho. A conferência contou com a presença de muitos pesquisadores, dirigentes políticos, representantes da indústria e organizações não governamentais, incluindo a Seas at Risk.

Os impactos negativos do plástico no meio ambiente e nos nossos mares em particular, não são um segredo. Como foi explicado na conferência, 60 espécies de animais na lista vermelha da IUCN (International Union for the Conservation of Nature – União Internacional para Conservação da Natureza) foram registrados sofrendo os efeitos negativos do lixo marinho e 280 trabalhos de pesquisa documentaram efeitos nocivos do plástico em animais marinhos. Os pesquisadores também discutiram o papel dos desreguladores endócrinos, que são frequentemente encontrados em plásticos, causando várias doenças. Eles mostraram evidências de microplásticos sendo ingeridos por invertebrados marinhos filtradores, tais como espécies de mexilhões e lagostins escoceses, popularmente utilizados como alimento.

“O plástico tem muitas qualidades importantes, é versátil, durável, barato e leve. Mas é claro que algumas dessas qualidades tornam o "plástico drástico” para o nosso meio ambiente e para a vida marinha", afirmou o Comissário para o Ambiente, Janez Potocnik. […] “Por isso, é hora de olhar com cuidado para a maneira como usamos o plástico, e, particularmente, o que fazemos com ele quando terminamos de usá-lo. E isso é exatamente o que estamos fazendo.”

Nem tudo é reciclável, mas quase tudo deve ter um correto projeto de fim de vida, e a CE parece estar empenhada em impulsionar a eficiência total de recursos. A Comissão visa também criar uma mudança radical para uma economia circular, para a qual  os plásticos biodegradáveis não estão contribuindo.

No início deste mês, a Seas at Risk publicou dois estudos feitos em seu nome e investigou o potencial de melhorar a legislação da UE, a fim de prevenir o lixo marinho. Em particular, um dos estudos fornece um excelente resumo da legislação europeia, que poderia ter um impacto sobre a quantidade de resíduos no ambiente marinho. A principal conclusão é que a estrutura básica para a resolução deste problema ambiental está em vigor. No entanto, várias deficiências na legislação existente foram identificadas, sendo a mais importante  a necessidade de uma maior ambição nos requisitos e metas atuais.

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Bacharel em Ciências Biológicas e mestre em Biotecnologia pela USP, técnica em Meio Ambiente e educadora ambiental pelo IFSC.  🔬🌎♻️ Aromaterapeuta certificada pelo Instituto Terraflor com cursos complementares em Aromaterapia Clínica. Professora em aromaterapia certificada pela escola norte-americana “The School for Aromatic Studies”.  💦 🌿🌹 

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