Em Defesa da Aromaterapia Brasileira

Semana passada diversos profissionais do mercado brasileiro de aromaterapia se uniram para publicar uma “Carta Aberta em Defesa da Qualidade do Mercado Brasileiro de Aromaterapia”. A razão de tal carta foi motivada por algumas alegações de equipes autônomas de venda de uma empresa norte-americana (nome não citado na carta). Uma alegação dizia que a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão regulamentador de óleos essenciais no Brasil, não adota critérios rígidos de fiscalização no mercado de óleos essenciais. Também alegaram terem conduzidos experimentos próprios que mostraram que marcas de óleos essenciais brasileiros continham apenas 18% de pureza, porém não tornaram públicos os resultados desses testes.

Dentre os signatários da carta aberta estão professores de aromaterapia, proprietários de escolas, de empresas produtoras, importadoras e distribuidoras de óleos essenciais, o fundador do Instituto Brasileiro de Aromatologia e as associações nacionais Abraroma e Aromaflora.

Os signatários afirmaram seu compromisso e respeito com o consumidor de aromaterapia no Brasil, o compromisso de disponibilizar os laudos cromatográficos dos óleos essenciais comercializados, que são o resultado do perfil cromatográfico (GC/MS, sigla em inglês para cromatografia gasosa e espectrometria de massa) que mostram a composição química dos óleos essenciais e assim atestam a pureza dos mesmos. Na carta também afirmam que atendem a legislação em vigor e ainda informam que o Brasil está adiantado na área educacional de aromaterapia, possuindo escolas e centros de formação com profissionais comprometidos a formar aromaterapeutas dentro de critérios que enfatizam o uso seguro e eficaz dos óleos essenciais e reforçam que não apoiam o uso indiscriminado de óleos essenciais apenas com base em informações na internet ou em material publicitário.

Esse assunto não é uma preocupação só no Brasil. No curso que estou fazendo “Aromatherapy Teacher Training Program”, um programa de treinamento para formar professores certificados em Aromaterapia, oferecido pela “The School for Aromatic Studies (SAS)” e o “New York Institute of Aromatherapy (NYIOA)”, também foi levantada essa questão de empresas americanas de marketing multi nível (MLM – multi level marketing) que estão vendendo óleos essenciais de forma indiscriminada no mercado americano e como isso tem afetado o trabalho de profissionais de aromaterapia lá.

Iniciativas como esta carta reforçam a seriedade com que a Aromaterapia deve ser tratada. Para ter acesso ao conteúdo completo da carta e assiná-la, clique aqui.

A imagem da carta também pode ser vista abaixo:

Carta aberta em defesa da qualidade do mercado brasileiro de Aromaterapia