Olhando mais de perto os microplásticos nas praias de New Hampshire

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Pesquisas realizadas nas praias de New Hampshire.

Por Rebecca Zeiber
Traduzido por Mariana Coutinho Hennemann, revisado por Natalie Andreoli, Global Garbage Brasil

Guias primários

Apesar dos esforços para manter as praias de New Hampshire (N.H.) livres de lixo, um olhar mais atento revela minúsculos pedaços de plástico enterrados na areia. Fragmentos de plásticos com menos de 5 mm – do tamanho de um pequeno botão – são chamados de microplásticos. Com o financiamento fornecido pela N.H. Sea Grant (NHSG), Gabriela Bradt, especialista em pesca comercial para a Extensão Cooperativa NHSG/UNH (Universidade de New Hampshire), analisará a prevalência de lixo microplástico em praias no estado de Granite ao longo do próximo ano.

Com base em dados coletados durante limpezas de praia com a Blue Ocean Society (Sociedade Oceano Azul), Bradt disse que aproximadamente 82% do lixo encontrado em praias de N.H. são alguma forma de plástico. Garrafas de refrigerante ou baldes são os alvos mais fáceis para os voluntários juntarem e descartarem, mas os microplásticos são frequentemente ignorados devido ao seu tamanho.

“Quanto mais tempo o plástico fica no oceano e em nossas praias, mais quebradiço ele fica”, disse Bradt. “Ele, então, fragmenta-se em pedaços menores, tornando-se mais difícil de encontrar e coletar, além de potencialmente estar liberando compostos químicos no ambiente”.

Mamíferos marinhos, aves marinhas e outros animais selvagens podem ingerir os microplásticos inconscientemente, e isso pode prejudicá-los ainda mais, seja pelo próprio plástico ou pelos químicos liberados do plástico, disse ela. Os microplásticos têm o potencial de se tornarem uma ameaça à saúde humana se encontrados em quantidades grandes o suficiente.

Bradt recentemente treinou cidadãos cientistas do Programa Coastal Research Volunteer (CRV – Voluntário de Pesquisa Costeira) da NHSG e alguns dos docentes marinhos da UNH para auxiliarem com a coleta de microplásticos. Antes de procurar por minúsculos fragmentos na areia, eles primeiro tinham que encontrar o local exato de coleta, para manter consistência nos dados. Utilizando um aplicativo chamado Survey GPS em seus smartphones ou iPads, esses cidadãos cientistas procuravam por seu ponto determinado na areia na linha de maré mais alta – o local da praia mais afastado do mar onde uma maré alta consegue alcançar e depositar algas e outros lixos. Após determinar um quadrado de 1 m2 ao redor do ponto, os voluntários removeram quaisquer algas secas ou pedaços de lixo grandes para limpar a superfície da areia. Usando uma colher de pedreiro, eles removiam a superfície do quadrado uniformemente e colocavam em baldes de aproximadamente 8,8 litros. Essa areia era passada através de duas peneiras com diferentes malhas – 5 mm e 1 mm. Todos os fragmentos que ficavam retidos nas peneiras eram colocados em sacos de coleta e etiquetados para separação posteriormente no laboratório.

Os voluntários irão repetir esse procedimento de coleta em duas outras localidades a 30 minutos de cada lado do primeiro local. A amostragem ocorreu em 12 das 16 praias de N.H. selecionadas em outubro de 2013, e também está agendada para meados de março a abril, e agosto de 2014. A separação dos microplásticos ocorrerá nos meses entre as coletas de praia, e ajudará a determinar as quantidades e tipos de plásticos mais predominantes nas praias.

Bradt espera que os dados revelem tendências, incluindo quais praias apresentam uma maior predominância de microplásticos e se a estação do ano influencia em sua abundância e localização. Dependendo da disponibilidade de recursos, esforços de pesquisa futuros podem incluir uma análise química dos microplásticos para determinar o que, e se algo, pode ser liberado dos plásticos, disse ela. Mas o que Bradt realmente espera é que haja uma mudança de comportamento das pessoas que produzem o lixo – se as pessoas puderem ser ensinadas que o plástico não “vai embora” de fato, então talvez elas pensarão duas vezes antes de jogar o lixo fora e, em vez disso, irão juntar qualquer lixo que vejam e descartá-lo apropriadamente, ela disse.
Para mais informações sobre o projeto ou para voluntariar-se, por favor, contate Gabby Bradt no telefone 603.862.2033 ou gabriela.bradt@unh.edu

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Bacharel em Ciências Biológicas e mestre em Biotecnologia pela USP, técnica em Meio Ambiente e educadora ambiental pelo IFSC.  🔬🌎♻️ Aromaterapeuta certificada pelo Instituto Terraflor com cursos complementares em Aromaterapia Clínica. Professora em aromaterapia certificada pela escola norte-americana “The School for Aromatic Studies”.  💦 🌿🌹 

Paulistana, decidi me mudar para a Ilha da Magia (Florianópolis, SC) para ter mais contato com a natureza.  🌱🌹🍋  Neta de italianos, aprendi desde pequena a gostar de mexer na terra e cuidar das plantas. Adoro aprender e compartilhar assuntos que proporcionem uma vida em melhor harmonia consigo mesmo, com os outros e com o planeta!  💚🌎

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