“Project Baseline Oslo” remove rede de arrasto gigante

Traduzido por Mariana Coutinho Hennemann, revisado por Natalie Andreoli, Global Garbage Brasil

Mergulhadores do “Project Baseline Oslo” (Projeto Inicial Oslo) passam seu tempo de lazer limpando o Fiorde de Oslo, e, no final de outubro, removeram uma rede fantasma de Askholmen, próximo ao Fiorde.

– Nós estamos falando sobre uma rede de arrasto gigante (rede de camarão), então, foi uma grande tarefa logística. Embora certamente haja muitas redes ainda lá, nós achamos importante fazer o que está ao nosso alcance. A rede removida pode nos ajudar a conscientizar as pessoas acerca do problema, ao menos localmente, explica o diretor do projeto Edward Smith, do Project Baseline Oslo.

Rede de arrasto removida. © Ghost Fishing.org.

O objetivo do grupo é monitorar o ambiente no Fiorde de Oslo e ajudar a limpá-lo, e no final de outubro eles fizeram o mesmo fora de Askholmene.

A rede de arrasto foi removida em duas operações. Um mergulho de reconhecimento foi feito e, ao mesmo tempo, a rede foi arrastada para águas mais rasas.

– A visão que os mergulhadores tiveram a aproximadamente 20-30 metros foi de uma rede enorme estendida ao longo do leito do mar. Partes da rede estavam flutuando na água e pareciam ser capazes de pescar por si próprias, eles escreveram em uma declaração. 

No segundo mergulho, a rede foi recolhida em uma pilha, enrolada como uma bola. Sacos de elevação e um tambor de óleo deram sustentação extra à rede. A rede foi arrastada para a terra e, mais tarde, recolhida por tripulações do município de Nesodden.

– Eu ouvi argumentos de que essa rede não estava “pescando” no fundo do mar, mas nós podemos refutá-los. Havia tanto peixes quanto lagostas na rede que nós recolhemos, e a parte superior da rede flutuava livremente na água e estava pronta para pegar peixes.

O que acontece é que os peixes ficam presos na rede e morrem. As lagostas e os caranguejos vão comer os peixes e acabam ficando presos, diz Smith.

De acordo com o diretor do projeto, o Diretório de Pesca registrou entre 900-1000 redes fantasmas de vários tipos a cada ano. Elas são basicamente de pescadores comerciais. Em torno de metade delas é reportada; as demais têm sido encontradas de outras formas.